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E a cada dia que se passa estamos mais perto
Daquela que vem sem avisar
Cada segundo passado é um convite a ela
Que venhas serena!
Acolha-me sem ingratidão
Tanto desejei-te
Nas noites de martírio que pareciam não ter fim
A dor aguda parecia não cessar
Tanto lhe quis
Perdão se assim lhe assustei
A vida que aprendi a levar me fez afastar de ti
Não mais lhe desejei
Mas sei que há de vir
E por favor, não me pegue desprevenida
A vida aqui tá tão bonita
Ligue-me ou me escreva
E quando me encontrar
Abrace-me serena
Para que eu desfaleça no adormecer do teu afago e possa ali descansar.

+ Meros Devaneios Tolos: Os olhares, apesar de discretos, esbanjavam sentimentos. Sorrisos que...

mero-devaneio-tolo:

Os olhares, apesar de discretos, esbanjavam sentimentos. Sorrisos que surgiam no canto da boca e se espalhavam até as orelhas. “Fitá-lo pode ser arriscado” pensou em meio a insegurança que lhe tomava. “Como pôde?! Como… Como…” e se perdia nas tantas perguntas que pairavam em sua conturbada…

+ “justifique sua resposta”

cobertura-de-chocolate:

“Um mágico nunca revela seus segredos”

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Zé sempre foi um cara sonhador, desde criança queria ser dono da lua. Sentava num banquinho de madeira que havia na varanda de sua casa e cobiçava as estrelas, quando fitava o céu, esquecia a vida miserável que levava. Zé não era tão feliz como quando almejava as constelações. Quando suas filhas nasceram, tratou logo de nomeá-las como suas “amantes”, D’Alva — Zé também era fascinado por Vênus — e Alcyone, uma estrela binária que fica na direção da constelação de Taurus — dizia ele, sempre se gabando ao explicar a origem do nome —. Sua vida nunca foi fácil, sua esposa vivia doente e suas condições financeiras eram mínimas, só ele trabalhava na casa — que por sinal, era muito humilde —, mal tinha dinheiro para alimentar sua família, vivia de “bicos” que raramente apareciam, mas nunca esquecia de apreciar as estrelas no final da noite. Com tantas frustrações, já perdendo as esperanças, Zé encontrou um refúgio, começou a beber, gastava o pouco dinheiro que conquistava, com a bebida. Para ele, os problemas e as dificuldades pareciam sumir. Fora carregado em coma alcoólico para o hospital diversas vezes, por sua esposa que andava com dificuldades. E foi assim durante anos. Zé nem mais se lembrava de observar as estrelas, não mais tinha condições para isso. Vieram os netos e as filhas mal falavam com ele. Eles já viviam mal, não era justo Zé gastar com a bebida o único dinheiro que ganhava, dos bicos que fazia — e que foram diminuindo a cada gole —. As filhas viraram “os homens da casa”, cuidavam da mãe e sustentavam-se. Quem via Zé na rua, tropeçando nos próprios pés, caído pelas calçadas da cidade pacata, magro e desleixado, não o reconhecia. Muitos, vendo-o assim, já previam seu fim. Alguma coisa o tocou, força divina? Talvez. Depois de vinte anos de vício, Zé juntou forças e por vontade própria quis parar de beber — uma vez que já tivera sido internado várias vezes em clínicas públicas —. Alguns meses depois, Zé se sentia vivo, retornou aos “bicos” e se via forte, a chegada de outro neto o revigorou e o fez ver o quanto tinha sorte em ter a família que tinha, em ter a vida que tinha, percebeu que as coisas, assim como as estrelas, eram difíceis de serem alcançadas, mas que ele jamais, em momento algum, desistiria. Hoje, quem o vê sentado no mesmo banco de madeira, sob o imenso céu, contando ao neto — que ainda mal abre os olhos —, a história das estrelas, não imagina quanta bagagem aquele velho carrega. Zé tinha muita sorte, sorte por ter a família que tinha… E por ter as estrelas como cúmplice.
Rafaela Sant’Ana,As estrelas de Zé. (via mero-devaneio-tolo)

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mero-devaneio-tolo:

Ah chuva! Se você lavasse a alma. Acalenta meu pranto, sossega meu choro, me revigora. E com a brisa que me toca, afaga meus cabelos. Leve essa monotonia contigo. Acalma-me, chuva. Dar-te-ei a liberdade para que me leve onde for, você que vem de longe e vai para não sei onde. A TV não me distrai mais, no jornal, notícias sobre a renúncia do Papa, a cura do HIV, será?! O mundo lá fora está inquieto, e eu aqui, nessa cama enorme, observando-te. Ah chuva! Tão dona de si, tão livre, branda. Queria eu, ter um pouco de ti. Que Humberto Gessinger esteja certo, e que você traga alívio imediato.
Rafaela Sant’Ana, Ah chuva!

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mero-devaneio-tolo:

Foi o crepúsculo mais lindo que meus olhos viram em quinze anos. Depois de um dia ensolarado e céu azul, o vento trouxe para a tarde, nuvens carregadas. Eram similares a mim, todavia, elas traziam pingos de chuva e em mim, a saudade causava trovoadas. Como eu, as nuvens pareciam ter engolido seco os pingos, o vento veio novamente, dessa vez como um alívio, afastando o dilúvio. Eram 18:28 horas e na varanda, apoiada numa das pilastras, após suspiros pesados, fitei o horizonte. Ah! Me revigorei. O sol estava coberto por uma nuvem fina, que mais parecia uma neblina, fazendo com que o mesmo ficasse alaranjado e ao redor, uma cor rosa-quase-violeta, fiquei estática enquanto me alimentava daquele “carinho”. À medida que o sol se punha, o rosa-quase-violeta se escurecia e lentamente tomava ar a um roxo singelo. O céu se escureceu, estrela D’Alva sobreveio e mesmo sendo um planeta — e estando em sã consciência de que estrelas não ouvem —, resolvi tentar, fiz um pedido. É assim, não é? “Primeira estrela que eu vejo, realize o meu desejo”. Alguém aí pode me informar quanto tempo demora para que o desejo seja realizado?
Rafaela Sant’Ana, tola, estrelas não podem ouvir.

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Os olhares, apesar de discretos, esbanjavam sentimentos. Sorrisos que surgiam no canto da boca e se espalhavam até as orelhas. “Fitá-lo pode ser arriscado” pensou em meio a insegurança que lhe tomava. “Como pôde?! Como… Como…” e se perdia nas tantas perguntas que pairavam em sua conturbada mente, tentando desvendar o que significava aquilo tudo. Não era daquelas que se perdia facilmente em olhares, mas aquele… Ah aquele era singular, a fazia pensar, repensar, tripensar, quadripensar em todas e quaisquer possibilidades do que seriam aqueles “sinais”, os que faziam seu coração saltar até a boca. Aquilo transcendia todas as experiências que ela vivera decerto, poucas —. E seu maior medo sempre foi se entregar àqueles olhares que tanto “diziam”, sempre teve inclemência à despedidas, temia se machucar, pior, temia machucar alguém com a falta de jeito, que era sua marca registrada. “Eu estou me iludindo, eu estou me iludindo” repetia dezenas de vezes à ela mesma, tentando assim tirar da cabeça o que o coração gritava. Havia algo ali e ela sabia. Vezenquando se atrapalhava no modo de se expressar, no seu jeito torto e desgracioso segundo ela —, como não transbordar as perguntas que tanto lhe ocuparam a mente nas noites passadas? “Ele realmente olhava pra mim? Não, claro que não, devia estar olhando para a loira bonitona que estava do meu lado” Perguntava e em seguida respondia, tentando crer que não passavam de meras impressões. Isso. Somente impressões. “Mas ele sorriu pra mim, ele sorriu e aqueles olhares não foram para a garota loira, eu o ouvi uma vez, numa conversa nojenta com um amigo dessas que garotos sempre têm —, que ele preferia morenas, era pra mim, pra mim. A quem eu estou enganando?!” Ela finalmente assumiu. “Eu deveria corresponder? Ah meu Deus, ele deve achar que eu o esnobo” ela pensava consigo mesma. Meias verdades já não bastavam a ela, queria algo que a preenchesse, que a inteirasse. Sem delongas, do seu jeito todo errado, começou a corresponder a todos os olhares, fitá-lo não era mais arriscado, bem… Talvez fosse, mas ela não mais se importava, os sorrisos que ainda teimavam em ser tímidos, saíam espontaneamente de seus lábios, sempre que via os dele se curvarem numa meia lua e formarem aquele sorriso que causavam arrepios na espinha. Não falava muito, tampouco era prolixa, mas ambos tinham algo em comum: Os olhos diziam tudo.
Rafaela Sant’Ana; o poder do olhar.

+ “e as namoradinhas?” “e sexo vc ainda faz tia?”
+ mais-segredos:
seguindo *-*, sdv ?>

seguindo *-* rs.

+ c-hacon:
sigooooooo *-* rs>

Obrigada querida *-*

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